Fauna e flora da Serra da Canastra

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A Serra da Canastra faz parte do cerrado brasileiro, ecossistema que possui vasta biodiversidade. Reconhecida como um lugar espetacular do Brasil, a cada dia que passa, por meio de vários projetos ambientalistas, desenvolvidos por algumas universidades brasileiras, há uma conscientização da importância de se conservar a natureza. Os moradores que lá se encontram, estão aplicando métodos sustentáveis para que os recursos naturais sejam conservados. O olhar turístico que se tem dado à Serra da Canastra é, também, responsável por essa consciência. É dessa forma que a fauna e flora estão, na medida do possível, sendo preservadas já que contam com espécies raras e ameaçadas de extinção, especialmente a fauna.

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Rogério Cunha de Paula, do CENAP/ICMBio e Instituto Pró-Carnivoros, acredita que “a proteção da fauna e a manutenção de áreas naturais dependem dos habitantes locais” e que “foi justamente o lobo-guará – um dos animais-símbolos da região – que possibilitou o contato mais íntimo com a comunidade local. Esse contato se aprofundou por meio das atividades de educação ambiental e de uma infinidade de outros trabalhos em conjunto com a comunidade para a preservação da natureza”.

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            Na complexidade das plantas, bichos e organismos microscópicos, alguns estudos apontam que há mais de dez mil espécies de plantas e mais de 1500 espécies de bichos. Com o contato dos pesquisadores, principalmente de universidades de Brasília, Uberlândia, Passos e outras da região, esse número só tem crescido.

            Entre as aves mais comuns da Serra da Canastra, temos o pato-mergulhão, o urubu-rei, a ema e suindara (Coruja-da-igreja). Os dois primeiros são lindas aves que se encontram na lista de raros e ameaçados de extinção. A presença do pato-mergulhão indica que aquele lugar é limpo. O urubu-rei, embora não chame a mesma atenção pela beleza, traz um equilíbrio ambiental ao deixá-lo livre dos restos mortais de animais mortos por predadores.  A ema é considerada a maior ave brasileira e a suindara ganha ares de mistérios por habitar o interior das igrejas.

            Mamíferos como o lobo-guará, a onça-parda, o tamanduá-bandeira e o tatu-canastra são espécies que, também, estão ameaçadas de extinção. Com um pouco de sorte, é bem possível avistar o lobo-guará e o tamanduá-bandeira. As probabilidades estão em passeios, bem de manhazinha e à noite, a pé, a cavalo e de bicicleta, pois produzem ruídos menores.

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            Os peixes da região são: o curimba, o surubim, o dourado e o lambari. O sapo cururu é o principal anfíbio. Entre as serpentes estão a caninana, a jararaca e a cascavel.

            Na flora, as espécies que ficam mais à mostra são: a arnica, a gariroba, o ipê, a margarida, o alecrim-do-campo, a canela-de-ema, a sucupira, a sempre-viva, a candeia, a lobeira, o murici-de-flor-amarela, a bromélia, o cajuzinho-do-campo, o araça e a quaresmeira.

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